Jantar do Futuro apresenta perspectivas para 2050

Evento assinado pelo Senac-RS apresentou pratos secretos aos participantes

O ano de 2050 foi o tema do Jantar do Futuro, promovido pelo Senac-RS em parceria com a Cozinhe.me e AnLab na noite da última terça-feira, 10 de setembro. O Nau, localizado no 4° distrito de Porto Alegre, recebeu a experiência, recheada de pratos secretos inspirados em previsões para o futuro.

O menu foi assinado pelos chefs Mamadou Sène, da Faculdade Senac Porto Alegre, Daniel Menezes, do DMZ Cozinha Criativa, Rogério Luce, do Basílic Gastronomia, Vico Crocco, do Crocco Studio Design, e Sofia Lerner, aluna do Senac-RS que ficou em 7° lugar na WorldSkills 2019 (competição internacional de educação profissional), e pelos chefs também do Senac, Leonir Martello e Ana Loureiro.

O jantar iniciou com finger foods “Not Burgers”, assinados por Daniel Menezes. A entrada utilizou a carne do futuro e maionese sem ovos. Após a recepção, o primeiro prato de entrada foram batatas e cogumelos com tempero de microgreens, assinado por Vico Crocco. O jantar seguiu com um carpaccio de melancia e temperos em cápsula feitos com a própria casca da fruta, assinado por Daniel Menezes, surpreendendo todos os participantes que não adivinharam o ingrediente tão facilmente.

Na sequência, o chef Mamadou Sène apresentou um “Filé de tainha em crosta de tapenade com nori, ao molho de manga com raz al hanut”. Segundo Mamadou, o futuro seguirá com comida boa e valorização dos produtos locais. “A tainha é um peixe nativo do Rio Grande do Sul, e o futuro indica que temos que consumir o que é local, evitando o transporte de longa distância dos alimentos, encurtando o caminho entre produtor e consumidor”, explicou.

O cardápio seguiu com um “Granito prensado com trilogia de ervilha”, e um “Kinkan (tipo de laranja) recheada com creme de kinkan”, ambos assinados por Daniel Menezes. Por fim, a sobremesa fechou com chave de ouro trazendo uma releitura do clássico “Romeu e Julieta” sem adição de açúcar. “Valorizamos o sabor doce e natural da goiaba e do mel, uma vez que o futuro aponta a redução do uso de açúcar cada vez mais”, explicou a aluna do Senac-RS, Sofia Lerner.

Por que 2050?

A previsão é de que, em 2050, a população mundial chegue a 9,6 bilhões, segundo a ONU. Diante desse aumento, o “Relatório de Recursos Mundiais”, produzido pelo World Resources Institute em parceria com Banco Mundial e ONU Meio Ambiente, aponta que a forma que nos alimentamos hoje é insustentável, não sendo possível mantê-la até o ano de 2050.  Por isso, é mais do que necessário repensar o futuro da alimentação, com uma mudança significativa na produção dos alimentos e nos padrões de consumo.