Linha de cafés especiais destaca produção 100% feminina

O mês de março chegou, e com ele diversas homenagens em todo mundo para as mulheres, que têm no dia 08 uma data só para elas. No embalo das celebrações, a Microtorrefação Café do Moço, uma das principais referências quando o assunto é cafés especiais no Brasil, acaba de lançar uma linha exclusiva, que recebeu o nome de “Café das Moças”. Coordenado por Estela Cotes, o projeto traz cinco cafés produzidos por pequenas produtoras no Estado do Paraná, democratizando um mercado até então dominado por homens.

Um dos grandes destaques da linha “Café das Moças” é o café Catuaí Vermelho, o mais caro da história do Paraná, produzido pela produtora Ana Maria Garcia. No ano de 2017, 30 kg do café foram adquiridos por R$ 3.800 no 1o Leilão das Mulheres do Café do Paraná. Natural de Figueira (PR), Ana Maria Garcia, de 34 anos, que estudou apenas até o 4º ano do Ensino Fundamental, entrou no mundo dos cafés incentivada por seu pai. Mas foi na EMATER, com o projeto Mulheres do Café, e com o apoio do Café do Moço, empresa comandada por Estela Cotes e Leo Moço, que aprendeu novas técnicas e cultivos, aprimorando sua paixão e amor pelo café.

O trabalho de Ana Maria Garcia, que destacou o protagonismo feminino por meio do café, serviu como incentivo para que o Café do Moço criasse a primeira linha do país produzida exclusivamente por mulheres. “Depois de conhecermos este grupo de mulheres em 2016 começamos a estudar a produção feminina e descobrimos o trabalho de muitas pequenas produtoras que, com pequenas correções, poderiam resultar em cafés de excelência. Em pouco tempo percebemos que estávamos diante de uma nova página da cafeicultura paranaense, com mulheres se destacando em um segmento que sempre foi dominado por homens. Nesse momento, surgiu a ideia de selecionarmos café de qualidade para lançar uma linha inédita, que tem por objetivo promover o empoderamento dessas mulheres produtoras”, comenta Estela Cotes.

Além de Ana Maria, fazem parte do projeto “Café das Moças” outras quatro produtoras: Maria José Faria Costa (Tomazina – PR), com o café Catuaí Vermelho; Claudete Valle Pires (Japira – PR), com o café da variedade Arara; e Gláucia Daniele Mendes (Joaquim Távora – PR), com o café Obatã; e Tisato Kawata (Figueira – PR), com um café cítrico com notas de mel. “Estamos muito orgulhosos com o resultado desse projeto lindo. A maioria das mulheres começaram a produzir para consumo próprio, e hoje estão ganhando dinheiro com essa produção incrível, contribuindo diretamente para o sustento de suas famílias. É muito gratificando ver essa satisfação profissional no rosto delas”, detalha Estela.  Além das produtoras, todos os detalhes do processo de produção foram realizados por mulheres, da colheita até a embalagem desenvolvida pela designer Andressa Meissner.

Responsável pela torrefação e comercialização dos cafés, a torrefação Café do Moço prestou, também, uma consultoria completa para as produtoras, resultando em saltos significativos nas produções em regiões até então impensáveis, tendo como foco principal a qualidade. Agora, após o lançamento oficial, a ideia é que o projeto ganhe todo o Brasil. “Sem dúvida alguma essa iniciativa fará com que mais produtoras se animem com o mercado e com as possibilidades geradas por seus cafés. Queremos adicionar novas mulheres ao nosso time de produtoras, e em breve lançaremos novos cafés. Todo o mercado ganha com essa dedicação feminina”, comenta Estela Cotes.

Como comprar

Os cafés estão disponíveis em embalagens de 150g, ilustradas com a imagem das produtoras, e custam entre R$ 90 e R$ 135. Eles podem ser adquiridos no site da torrefação (www.cafedomoco.com.br), com entrega para todo o país, e podem ser encontrados, também, na cafeteria do Grupo Café do Moço, o Barista Coffee Bar (Rua Moyses Marcondes, nº 609 – Juvevê), em Curitiba.

Mais informações no site www.cafedomoco.com.br pelo telefone (41) 3501-8234.

2 respostas a Linha de cafés especiais destaca produção 100% feminina

  1. msirejols disse:

    Obrigado gata, excelente trabalho, Bjaopayday loans online

  2. Customwriting disse:

    Não dá para falar do queijo sem mencionar o preço do leite para o produtor que é uma m. Alás, preços para os produtores de carne (gado, porco) também não está bom, prenúncio de que no futuro a oferta vai diminuir. Vejamos a aldeia. Até onde sei o Tambo da UFSM está fechado. Pessoal de Alimentos da mesma instituição sabe o que é necessário para fazer queijos “diferentes. Deveriam fazer uma extensão e capacitar gente da economia solidaria, muito queijo feito na Europa o é por pequenos produtores. Ainda por cima tem maior valor agregado. Pergunta: o que Schirmer entende de empreendedorismo? Foi político a vida inteira. Como é o ambiente de negócios da urb? Existem oportunidades não exploradas? Falta um estudo a respeito. Deveríamos convidar alguém da PUCRS ou da UFRGS para realizar o mesmo. custom writing

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